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segunda-feira, 20 de junho de 2011

Faróis de “xenon” – Porquê o Brasil não pode

Halógenas x Xenon 6k
Depois desautorizar e, posteriormente liberar com restrições, o Contran proíbe mais uma vez o uso das lâmpadas de gás xenônio(conhecido como xenon) nos veículos brasileiros que não saiam de fábrica com o item instalado.

Do G1:

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) proibiu a instalação de faróis de gás xenônio em veículos que não saírem de fábrica com esse dispositivo. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União na última terça-feira (7). Até então essa alteração era permitida mediante autorização prévia do Departamento de Trânsito nos estados e deveria constar no documento do veículo (CSV).

Instalação pós fábrica? Agora nem com autorização!

Creio que não exija muita discussão, o fato do brasileiro em geral ter uma certa “síndrome” de gostar de aparecer em quase tudo, sendo assim, não é difícil explicar o que muitos fazem em seus carros, que por aqui provavelmente representam um maior ícone de status do que em grande parte do resto do mundo.

Xuning 
Já não bastasse o estado brasileiro sempre dando um jeitinho de captar mais uma parte do seu salário(ou lucro), o próprio cidadão costuma exagerar muitas vezes(pela “síndrome” que falei no parágrafo acima), dando brechas para a intervenção do estado, em forma de leis, regras e proibições.

No caso do xenon especificamente, nada me tira da cabeça que se os motoristas adeptos à tecnologia tivessem usado do bom senso desde o início e optado por instalar kits com temperatura de cor de 6k(branco puro), assim como cuidar da regulagem apropriada do farol, esta inovação tão importante na segurança não teria caído no desgosto de muitas pessoas e, posteriormente, na mão do estado.

Xenon de 6k (branco)
Mas não! O quê mais se viam eram as aberrações de xenon, com faróis que iam do bonito(mas mega ofuscante) azul, até os carros com as ineficazes luzes de cor roxa(eu disse roxo mesmo!). Olha a síndrome aí, mais uma vez!

Não há como negar mesmo sendo admirador da tecnologia, que o xenon de 8k(azul) ofuscava como nenhum outro e, creio eu, deve ter sido o responsável por GRANDE parte do ranger de dentes de muitos por aí…

Xenon de 8k (azul) 
Agora, devido à falta de bom senso de alguns e depois de muitos terem gastado centenas e até alguns milhares de reais com um item que representa segurança no exterior, vem o Contran e simplesmente diz que está proibido. (denovo!)

Lembram da proibição do GPS? Películas nas janelas? É sempre assim, o povo exagera na medida e os governantes tem ojeriza de novas tecnologias parece. 
A obrigatoriedade de extintor e a palhaçada do kit de primeiros socorros, ninguém explica…

palhaco 
Massss ok! Agora tire o fato de que o brasileiro é meio avacalhado e gosta de aparecer. Tire o fato de que nossos governantes são MESTRES em fazer leis mal feitas e tendenciosas.
Na real mesmo, a pergunta de 1 milhão de reais que deve ser feita é: Por quê os carros no Brasil são “incompatíveis” com lâmpadas de xenônio???

A resposta é simples. Nossos carros atuais não são “compatíveis” pois estamos 20 anos atrás dos mercados de primeiro mundo até hoje, mesmo pagando 3x mais para adquirir um automóvel aqui do que lá fora!

Kombi Kombi - Aposentada no mundo inteiro. No Brasil, vai bem obrigado!

Enquanto no exterior o farol apropriado para xenon, do tipo elipsoidal, já é padrão a décadas, aqui no brasilzão dos lucros mil para as montadoras, são raros os carros que possuem este tipo de lente.

Farol elipsoidal
Citando de cabeça alguns poucos modelos nacionais e/ou do Mercosul com tais lentes no farol baixo disponíveis por aqui temos: Marea, Brava, Pálio Weekend, 307, Astra, novo Focus… Provavelmente esqueci de alguns mas compare este número com o número de carros que ainda usam o velho conjunto parabólico e veremos que realmente a coisa não vai bem por aqui.

Lentes elipsoidais
Nossas estradas devem ser realmente espetaculares para nosso governo e a indústria sempre abrir mão de itens de segurança que são obrigatórios lá fora. Será que a vida deles vale mais que a nossa?

Luzes diurnas(daytime running light) no Brasil? (estudos provam sua eficácia na diminuição de atropelamentos desde a década de 70 na europa!) O brasileiro médio nem sabe do que se trata…vai achar que é sobre discos voadores…
Por que o Contran não sugere a obrigatoriedade de tal item???

Cinto se segurança com 3 pontos e encosto de cabeça para todos ocupantes? Por que o Contran não sugere a obrigatoriedade de tal item???

Faróis elipsoidais? Por que o Contran não sugere a obrigatoriedade de tal item???

Controle de estabilidade? Coisa para poucos.

Luzes diurnas - Daytime Running Lights 
Realmente o pessoal desse Contran deve ser muito atarefado, basta ver que instalação obrigatória de ABS e bolsas infláveis só teremos a partir de 2014!
Mas extintor de incêndio todo mundo tem que ter no carro! Um item de extrema segurança!

Não bastassem tais omissões, existe a esperteza.
Se as lâmpadas de xenônio emitem 3x mais luz do que lâmpadas normais, a lente elipsoidal tem a função de concentrar os raios luminosos num ponto específico sem deixar “vazar” luz para cima como nos faróis parabólicos. Logo, você não precisa ser cientista ou físico para perceber que o único item realmente necessário em uma boa instalação de xenon seria um conjunto de faróis elípticos. Isto sim faria todo sentido!

Mas veja que para espanto geral, chega o sábio Contran e diz que nem assim pode mais! Ou sai de fábrica com o xenon ou está proibido, ou seja, mesmo que você já possua um veículo com faróis elipsoidais, ou até pense em importar faróis novos, você só poderá usufruir dos benefícios da tecnologia se sua montadora oferecer o item como opcional.
Instalar depois, mesmo que nos faróis apropriados nem pensar!

Realmente não há como enxergar esta nova regra com bons olhos ao imaginar que kits de xenon só poderão ser legalmente instalados em concessionárias. Concessionárias que chegam a cobrar preços absurdos de até 3 mil reais por um kit que hoje é vendido no mercado por volta de 150 reais.

Pior, é o sentimento de segregação que a nova regra passa, uma vez que traduzindo para a prática somente carros considerados “de luxo” poderão usar iluminação de xenônio daqui para frente. Impossível não forçar a analogia e dizer que seria como proibirem carros populares de usufruirem dos benefícios do ABS ou airbags.

Senado
Mas aguardem! As regras já foram mudadas várias vezes, prova da ineficiência de algumas cabeças “pensantes” de Brasília…
Esta é só mais uma do circo Brasil!

terça-feira, 17 de agosto de 2010

PL 7434/2010 do Deputado Pompeu de Mattos (PDT-RS)

Vejam como nossa política chega a ser uma piada de mau gosto!
PL 7434/2010
O deputado federal Pompeu de Mattos (PDT-RS) criou um projeto de lei que visa tornar obrigatório a instalação de um limitador de velocidade nos automóveis.

O projeto já tramita na câmara dos deputados em caráter conclusivo, ou seja, não vai precisar ir a plenário para ser votado.

Segundo o projeto, o limitador seria instalado em automóveis novos cinco anos após a definição das normas técnicas pelo Contran.

Com isso, todos os automóveis 0 km passarão a ter o limite de 140 km/h imposto por lei. Para o deputado, o projeto visa reduzir o risco de acidentes, baseando-se num estudo australiano que revela que a cada 5 km/h a mais, o risco de acidentes duplica.
Diante de uma possível aprovação desta nova lei, nossos carros novos não poderão mais transitar pelas ruas e estradas do país a mais de 140 km/h.
Fonte: iG Carros
Veja o link do projeto aqui: http://www.camara.gov.br/sileg/Prop_Detalhe.asp?id=479591
palhaco Sinceramente, o distinto parlamentar ao invés de propor certas leis draconianas deveria lutar por objetivos mais básicos! Pergunto:
- Por que estes políticos não lutam pela duplicação das rodovias, pelo fim dos buracos nas estradas no país, que sem dúvida matam 10000000 de vezes mais do que altas velocidades?
- Pela obrigatoriedade do cinto de 3 pontos e encosto de cabeça para todos ocupantes. (a coisa + B.Á.S.I.C.A)
- Pela melhoria da segurança ativa nos veículos? (ABS, ESP, etc)
- Pela criação do órgão de avaliação de segurança automotiva nacional. (ver NCAP)
- Pela melhor aplicabilidade dos impostos que pagamos?
- Pela melhoria nas sinalizações.
A política brasileira realmente é uma piada!
Isto me lembra a estória do cidadão que pega a mulher com outro no sofá e vende o sofá...
Em breve, pelo jeito, nos obrigarão a regredir na evolução e proibir os veículos de qualquer tipo. Andando de bicicletas o índice de mortes deverá ser bem menor…
Sugiro à todos que tem o mínimo de cidadania e que são contra esse regresso a pelo menos enviar um email de repúdio para:
dep.pompeodemattos@camara.gov.br (autor)
dep.antonioandrade@camara.gov.br (relator)

Sem mais.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

O jogo como arte e a lei de Direitos Autorais no Brasil

Em consulta para saber mais sobre como a revisão em andamento da Lei dos Direitos Autorais no Brasil poderia beneficiar o mercado de jogos eletrônicos recebi do Ministério da Cultura a seguinte informação:
Em resposta à sua pergunta, encaminhada à Diretoria de Direitos Intelectuais (DDI) em 15 de junho de 2010, seguem nossas considerações. É importante observar que essa resposta tem caráter meramente informativo, não configurando laudo técnico ou parecer jurídico.
          
Os jogos eletrônicos comportam uma série de proteções que vão desde os diversos direitos autorais até, em alguns casos, aos de marca. Entre os direitos autorais envolvidos estão os referentes aos programas de computador e aqueles que dizem respeito ao desenvolvimento do enredo, roteiro, grafismos e desenhos, músicas e trilhas, etc. A primeira parte da proteção - programas de computador - está protegida pela lei 9.609; a outra, pela lei 9.610,  objeto dessa consulta pública para a revisão da Lei Autoral. No que tange propriamente ao jogo e seu uso pelo consumidor, embora o enredo e todo o contexto estético e  narrativo sejam fundamentais, é o programa que possui importância preponderante, pois é somente através dele que há interação lúdica com o consumidor para os propósitos do jogo eletrônico, e esse ponto não é coberto pela Lei 9.610, bem como não é pela sua revisão.   De qualquer maneira, o processo de consulta pública está sendo realizado para receber sugestões da sociedade, e ficamos à disposição para receber contribuições nesse sentido.
Para ter acesso à legislação autoral e outras informações sobre Direitos Autorais, pode consultar nossa página na Internet, no endereço: www.cultura.gov.br/direito_autoral.
            Atenciosamente,
            Diretoria de Direitos Intelectuais do Ministério da Cultura
Infelizmente este é o entendimento…
Eu, definitivamente não consigo separar o que representa um jogo nos dias de hoje (jogos modernos e não os Tetris da vida por favor) do que representa um filme. A arte é tão expressiva em ambas as coisas! (matéria interessante sobre arte nos games aqui)
mass-effect-review-20071118101316811
Será que o problema está no fato de num filme usarem arte + câmeras e num jogo arte + programação? (apesar que as vezes nem as câmeras são necessárias como nos filmes totalmente feitos com computação gráfica, que é puro software aliás)
Precisar de um computador ou console tira o aspecto de arte!? Precisar de um DVD ou projetor de cinema não!?
alan wake 280906 8
Fato é que no Brasil, jogos eletrônicos devem ser tratados com a devida atenção que merecem. O fato do entretenimento eletrônico de jogos em geral movimentar mais do que o mercado de filmes no mundo não pode ser menosprezado. (números existem aos montes no Google)
braid_title_new
Concluindo, no breve dia em que este mesmo mercado de jogos for tratado como arte (como acontece em alguns países desenvolvidos) e com menos preconceito no Brasil os consumidores desta modalidade de entretenimento terão muito a ganhar! Eu espero estar vivo…

Fica a pergunta: O QUE É ARTE?
Abraços!
PS: Neste post, usei imagens de alguns JOGOS contemporâneos para ajudar na reflexão.
fallout-3-dog
gears-of-war-2-20080714001316563
uncharted2_ss_1
limbo-screenshots-20100302012241664
DeadSpace4

quinta-feira, 18 de março de 2010

Será que um dia poderei abastecer meu carro de passeio com Diesel no Brasil???

Depois de um tempo sem postar volto hoje com uma notícia política que pode ajudar o mercado automotivo brasileiro a se livrar de uma restrição totalmente sem fundamentos nos dias de hoje. A proibição do uso do diesel nos carros de passeio.

No dia 16/03/2010, foi aprovado no Senado Federal um requerimento de autoria do senador Eduardo Suplicy, para realização de audiência pública para tratar do assunto.

Foram convidados: Exmo. Sr. Carlos Minc, Ministro de Estado do Meio Ambiente; Exmo. Sr. José Gomes Temporão, Ministro de Estado da Saúde; Sr.Jackson Schneider, Presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores - Anfavea; Sr. Haroldo de Borges Rodrigeus Lima, Diretor-Geral da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Bicombustíveis - ANP; Sr. Oded Grajew - Movimento Nossa São Paulo; e Sr. Paulo Hilário Nascimento Saldiva - Professor-Doutor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.


Sinceramente, espero muito que este impedimento caia. Os motores à diesel modernos estão totalmente evoluídos e são bem diferentes dos muitos motores antigos, barulhentos e que poluem bastante existentes hoje em dia no país.

Pense no que seria rodar 25 a 30 km por litro com o seu carro poluindo menos do que usando gasolina! Isso é possível com os motores diesel da atualidade. Veja um exemplo.

Saiba mais sobre o projeto no Senado em: http://www.senado.gov.br/sf/atividade/Materia/Detalhes.asp?p_cod_mate=83189

Se quiser se manifestar a favor (ou contra...) a aprovação da lei, o relator atual é o senador Delcídio Amaral (PT/MS) e seu e-mail é delcidio.amaral@senador.gov.br

Abraços!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Projetos de lei que não ajudam em nada o país - PLS 170 de 2006

Projeto de Lei do Senado 170 de 2006

Autor: Senador Valdir Raupp (email)
Relator atual: Valter Pereira (email)



Finalidade: Altera o art. 20 da Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, para incluir, entre os crimes nele previstos, o ato de fabricar, importar, distribuir, manter em depósito ou comercializar jogos de videogames ofensivos aos costumes, às tradições dos povos, aos seus cultos, credos, religiões e símbolos.

Análise dos parlamentares: Clique aqui

Minha análise:
Criar leis e afins que MELHOREM alguns aspectos do nosso cotidiano, mesmo que sejam sobre assuntos considerados de menor importância frente a tantos outros no país, é de extrema valia e é algo que deve ser sempre discutido.

Porém, perder tempo elaborando e discutindo coisas que além de representar pouca importância frente a tantas outras urgências no país, ATRAPALHEM de alguma forma um determinado setor de mercado, ou grupo de pessoas é o fim da picada!

Este é o caso do PLS 170 de 2006 citado acima.
Resumindo, alguns parlamentares chegaram à conclusão de que alguns jogos eletrônicos tem conteúdo que pode ser considerado "ofensivo aos costumes, às tradições dos povos, aos seus cultos, credos, religiões, símbolos" e bla bla, sendo assim, tais jogos devem ser proibidos no Brasil e quem portar um desses jogos deve ser tratado como criminoso.

A primeira pergunta a ser feita é: Sob a ótica de quem um jogo seria analisado e como ele poderia ser considerado ofensivo uma vez que na própria análise deste projeto de lei, nota-se deturpações ridículas como a de chamar de "anjo" um ser que representa o mal em um jogo só porque o mesmo possui asas e ao fundo toca uma trilha sonora que lembra um coral?

A segunda pergunta a ser feita é: Se um determinado jogo é de fato ofensivo religiosamente falando (eu nunca vi nenhum que merecesse destaque em quase 30 anos como jogador) qual o efeito prático de se banir tal jogo do mercado, sendo que estes jogos tem alcance bastante limitado e um público tão específico frente aos filmes que também sejam ofensivos e são infinitamente mais disseminados entre a população?
Por que tenta-se criar uma regra rígida para jogos eletrônicos "contra os costumes" mas em filmes como "O Exorcista" (dentre vários) a imagem da protagonista se masturbando com um crucifixo está totalmente livre de restrições ou questionamentos? É mais fácil brigar com a indústria de games?
Temos que acabar com tal hipocrisia!

A terceira pergunta a ser feita é: Por que não implementar uma proposta organizada de classificação etária de jogos como existe nos EUA e em países desenvolvidos para assim então promover uma melhoria neste mercado no lugar de simplesmente proibir isso ou aquilo usando de avaliações subjetivas?

Games eram "coisa de criança" a 20 anos atrás porém no Brasil isto ainda não mudou na cabeça de muitos.
Se os parlamentares enxergassem que ao invés de complicar ainda mais o setor no país eles tentassem melhora-lo, desonera-lo e organiza-lo de uma maneira geral, poderíamos constatar o quanto de impostos e o melhor, empregos, seriam gerados decorrentes da atividade!

Em todo o mundo, as vendas de videogames, consoles e hardware relacionado irão render, no próximo ano (2010), algo em torno dos 57 BILHÕES de DÓLARES (aproximadamente R$96.900.000.000 com o dólar a 1,70). Ao que tudo indica, o mercado mundial de videogames parece não sofrer com os efeitos da recessão. As conclusões são de uma nova análise ao segmento, conduzida pela DFC Intelligence.

Portanto, senhores parlamentares vos pergunto: Até quando o Brasil continuará a renegar este mercado???
Os entusiastas e amantes da diversão estão de olho e as próximas eleições estão por aí!

Abraços pessoal!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Airbag obrigatório no Brasil...finalmente!


De autoria do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) (palmas pra ele!) a câmara aprovou nesta quarta (18/02/09) a obrigatoriedade da instalação de bolsas infláveis frontais (airbags) em todos automóveis produzidos no país a partir de 2010. 

Falta 1 assinatura (a do presidente) para virar lei.

Já era tempo! Em outros países desenvolvidos o equipamento já era obrigatório a mais de 10 anos.

O problema disto é que o preço dos carros que antes não o tinham deve ser acrescido de cerca de 2 mil reais. Quem sabe até mais...

Para ficar 100% e "meiar" este gasto conosco o governo deveria pelo menos reduzir alguma alíquota ou imposto automotivo. Outro ponto a se observar é que atualmente este equipamento é importado e com a massificação do mesmo é provável que fábricas se instalem aqui e isto obrigatoriamente tem que fazer com que os preços fiquem mais em conta. É esperar pra ver...

Infelizmente problemas também ocorrerão, podem escrever. 
Em carros com airbags exige-se que se sente afastado a pelo menos 25cm do volante sob risco de ocorrer graves injúrias (e até a morte) dos "protegidos" caso essa distância não seja respeitada, pois em caso de colisão a bolsa precisa de um certo espaço para se inflar totalmente antes de receber o impacto do corpo.
Como uma das coisas mais comuns de se ver no trânsito são aquelas pessoas que dirigem a poucos cm do volante com o encosto do banco a 90º este risco deverá ser considerado e amplamente divulgado.

Papo interessante é se o airbag foi uma melhor escolha em detrimento ao ABS. Explico, o airbag é considerado sistema passivo de segurança automotiva. (leia-se, ele não evita o acidente mas atua depois dele) Já o ABS (Anti-lock Braking System) faz parte do sistema ativo. (atua antes de uma possível colisão evitando o acidente) 
Obviamente melhor seria evitar o acidente mas de qualquer forma ambos equipamentos são muito importantes para nossa segurança e esta nova lei vem em boa hora, não é mesmo?
Antes tarde do que nunca!

Abraços!

PS: Como é raro ver o povo de Brasília trabalhar notícias como esta merecem destaque! Quem sabe daqui alguns anos teremos estradas...